Mar 1, 2010
Design não é uma questão de gosto, mas sim de educação
Os psicólogos estudam a nossa visão analisando as diversas etapas de construção de uma imagem visual.
A opinião deles é unânime: a visão não é uma percepção que ocorre por inércia, uma recepção de objetos exteriores que se impõe em bloco a células visuais passivas e complacentes.
O sistema de captação de fótons é necessário mas insuficiente para induzir uma imagem do mundo que nos cerca. Ele deve ser completado por uma atividade cerebral que transforme informações implícitas em informações explícitas, que coordene descargas elétricas neuronais digitais numa paisagem coerente.
O cérebro impõe uma unidade global às atividades de suas diferentes partes, para encontrar a harmonia de objetos isolados num quadro geral.
Os objetos não nos são dados como tais, são reconhecidos e reconstruídos por um cérebro dotado de capacidades de análise, de síntese e de hierarquização. Não é o olho, mas sim o cérebro que vê.
Assim como um atleta possue mais aptidão para esportes do que uma pessoa sedentária, também os designers possuem uma educação visual mais desenvolvida que outras pessoas e por isto percebem aspectos de uma constituição gráfica que pessoas sem o mesmo nível de “treinamento” não conseguem perceber.
Lembre-se de educar seus clientes antes de mostrar algo a eles. Para você parece óbvio o que você está vendo, mas para ele pode não ser.
Se não é o olho, mas sim o cérebro que vê devemos ensinar as pessoas a enxergar.
Analisando esta questão cruamente, podemos dizer que design não é uma questão de gosto, mas sim uma questão de educação!
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