falando sobre design, tecnologia e o mundo web

UX e percepção

UX e percepção

Sep 3, 2011

As ilu­sões são pro­vo­ca­das pelo des­com­passo entre rea­li­dade física e per­cep­ção. Para com­pli­car ainda mais esta defi­ni­ção, a pró­pria per­cep­ção é na ver­dade fle­xí­vel e reflete o estado psi­co­ló­gico de cada um. Isso equi­vale a dizer que se você esti­ver can­sado, fraco, assus­tado ou sobre­car­re­gado, sua ava­li­a­ção em rela­ção a quanto é de fato ingreme uma subida, como exem­plo, será con­si­de­ra­vel­mente modi­fi­cada — mesmo que os olhos mos­trem uma pequena incli­na­ção, pre­va­le­cerá a impres­são de que o esforço neces­sá­rio para cum­prir o tra­jeto é maior.

 

além dos aspec­tos de usa­bi­li­dade e fun­ci­o­na­li­dade, a expe­ri­ên­cia é base­ada na per­cep­ção dos usuá­rios e esta, nós pro­fis­si­o­nais que tra­ba­lha­mos na área de UX, não con­tro­la­mos!

 

É assim que fun­ci­o­na­mos e por isto a impor­tân­cia de se estu­dar, enten­der e ende­re­çar o aspecto “expe­ri­ên­cia do usuá­rio”, pois além dos aspec­tos de usa­bi­li­dade e fun­ci­o­na­li­dade, a expe­ri­ên­cia é base­ada na per­cep­ção dos usuá­rios e esta, nós pro­fis­si­o­nais que tra­ba­lha­mos na área de UX, não controlamos!

Quando obser­va­mos uma ilus­tra­ção ou mesmo uma obra de arte, inú­me­ros “even­tos neu­rais” eclo­dem em nossa cabeça — e essa expe­ri­ên­cia sub­je­tiva medi­ada pelos sen­ti­dos pode tra­zer equí­vo­cos sen­so­ri­ais — e con­se­quen­te­mente cog­ni­ti­vos. Por isso vemos cores e ima­gens “ine­xis­ten­tes” (ou dei­xa­mos de ver coi­sas que estão à nossa frente). Uma das ilu­sões mais fre­quen­tes é a do con­torno ilu­só­rio: per­ce­be­mos uma figura somente por­que nosso cére­bro atri­bui uma forma a um campo de dados muito esparso.

 

Uma das ilu­sões mais fre­quen­tes é a do con­torno ilu­só­rio: per­ce­be­mos uma figura somente por­que nosso cére­bro atri­bui uma forma a um campo de dados muito esparso

 

Esses con­tor­nos são pro­ces­sa­dos em neurô­nios den­tro de uma área do cére­bro cha­mada V2, que é dedi­cada à visão. O mais curi­oso é que boa parte de nossa expe­ri­ên­cia coti­di­ana é for­mada por efei­tos aná­lo­gos de pre­en­chi­mento de espa­ços vazios, pois apro­vei­ta­mos o que conhe­ce­mos do mundo para ima­gi­nar o que não conhe­ce­mos. Isso se dá por­que o sis­tema ner­voso busca cons­truir obje­tos com­ple­tos a par­tir de per­cep­ções visu­ais mal defi­ni­das, daí ser tão fácil ver­mos ros­tos e outras figu­ras em man­chas de tinta, em pai­sa­gens, nas nuvens e até em fotos de marte, por exemplo.

 

No comments

Trackbacks/Pingbacks

  1. Marcos Nähr - A experiência é baseada na percepção dos usuários e esta, nós profissionais UX, não controlamos! http://t.co/CfFgD1W
  2. Marcos Nähr - UX e percepção http://t.co/0ARbopE #digitalExperience
  3. Erico Fileno - Além de usabilidade e funcionalidade,a experiência é baseada na percepção dos usuários e esta,nós de UX,não controlamos http://t.co/39c6o8O
  4. Gabriel Cardoso - Além de usabilidade e funcionalidade,a experiência é baseada na percepção dos usuários e esta,nós de UX,não controlamos http://t.co/39c6o8O
  5. Alexsandro Stumpf - Além de usabilidade e funcionalidade,a experiência é baseada na percepção dos usuários e esta,nós de UX,não controlamos http://t.co/39c6o8O
  6. Marcos Nähr - UX e percepção http://t.co/mGMUs95L #artigos #digitalExperience

Leave a Reply