<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>marcos nahr, falando sobre design &#187; tecnologia</title>
	<atom:link href="http://www.marcosnahr.com.br/tag/tecnologia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.marcosnahr.com.br</link>
	<description>falando sobre design, tecnologia e o mundo web</description>
	<lastBuildDate>Tue, 10 Jan 2012 17:10:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Tecnologia e UX</title>
		<link>http://www.marcosnahr.com.br/tecnologia-e-ux/</link>
		<comments>http://www.marcosnahr.com.br/tecnologia-e-ux/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 18:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Nähr</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[UX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosnahr.com.br/?p=1231</guid>
		<description><![CDATA[Pensar na essência da tecnologia é pensar na experiência do usuário. Em uma conferência intitulada “Serenidade” proferida no ano de 1955, Martin Heidegger (filósofo alemão do início do século XX) descreve um pensamento da ordem do cálculo — pensamento calculativo — e um pensamento da ordem da reflexão — pensamento meditativo — como possíveis posturas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Pensar na essência da tecnologia é pensar na experiência do usuário.</h2>
<p>Em uma conferência intitulada “Serenidade” proferida no ano de 1955, Martin Heidegger (filósofo alemão do início do século XX) descreve um pensamento da ordem do cálculo — pensamento calculativo — e um pensamento da ordem da reflexão — pensamento meditativo — como possíveis posturas existenciais adotadas pelo homem moderno.</p>
<p>A preocupação de Heidegger com o modo como o homem se torna cada vez mais dependente da técnica, é proveniente dessa “ausência de pensamento”. A escassez de reflexões mais profundas parecem fortalecer essa hegemonia tecnológica e objetiva.</p>
<p> </p>

		<div class='et_quote'>
			<div class='et_right_quote'>
				<strong>“<em>Todos nós, inclusive aqueles que pensam como que por dever profissional, todos nós somos muito freqüentemente pobres em pensamento; todos nós, com demasiada facilidade, somos sem pensamento (…) A ausência de pensamento é um estranho convidado que se insinua hoje por toda a parte no mundo. Pois lidamos atualmente com tudo do modo mais rápido e econômico, apenas para esquecê-lo instantaneamente no momento seguinte</em>”</strong> (HEIDEGGER, Martin. Serenidade).
			</div>
		</div>
	
<p> </p>
<p>Esta dependência pode ser explicada pelo fato de possuirmos em nossa essência uma natural capacidade para pensar, e esta nos possibilita automaticamente a capacidade de “não-pensar”. É somente porque a luz se acende que ela pode se apagar. É somente porque pensamos que podemos não pensar (ou pensar de maneira superficial, pobre e objetiva).</p>
<p>A esse pensamento “empobrecido” é que Heidegger vai chamar de pensamento calculativo: um pensamento que visa somente a resolução de problemas objetivos. Heidegger não deixa no entanto de enfatizar o caráter imprescindível da presença do pensamento calculativo em nosso cotidiano.</p>
<p> </p>

		<div class='et_quote'>
			<div class='et_right_quote'>
				<strong>“<em>Tal pensamento permanece imprescindível. Mas também permanece o fato de que esse é um pensamento de tipo singular. Sua singularidade consiste em que sempre que planejamos, pesquisamos e organizamos, sempre contamos com condições que são dadas. Levamo-nas em conta com a intenção calculada de servirem a objetivos específicos. Assim podemos contar com resultados definidos. Esse cálculo é a marca de todo pensamento que planeja e investiga. Tal pensamento permanece cálculo mesmo quando não trabalha com números, nem usa máquina de calcular ou computador. O pensamento calculativo calcula</em>”</strong> (HEIDEGGER, Martin. Serenidade).
			</div>
		</div>
	
<p> </p>
<p>O pensamento calculativo ocupa-se dos comos ao invés de investigar os porquês – fundamento do exercício filosófico. Sendo o pensamento calculativo um pensamento da ordem da objetividade e, por conseguinte, limitado a determinadas condições de ordem prática, não seria exagero supor que trata-se de um pensamento mais acessível – e certamente mais solicitado – numa sociedade que enxerga o mundo (e a natureza) como fundo de reserva.</p>
<p> </p>

		<div class='et_quote quote-center'>
			<div class='et_right_quote'>
				<strong>Não se trata de negar a tecnologia, obviamente, mas de repensar a nossa relação com ela.</strong>
			</div>
		</div>
	
<p> </p>
<p>A carência de pensamentos é um hóspede inquietante que se insinua por todo o lado no mundo de hoje. Atualmente tudo se aprende da maneira mais rápida e mais económica e no momento a seguir tudo é rapidamente esquecido.</p>
<p>Para Heidegger,a falta crescente de pensamentos repousa no processo que ataca a substância mais íntima do homem contemporâneo: o homem contemporâneo foge diante do pensamento e isso explica a falta de pensamentos e mais, o homem contemporâneo não quer sequer reconhecer esta fuga, muito pelo contrário, ele afirma o oposto remetendo para tudo o que o conhecimento científico tem produzido.</p>
<p>O que é realmente inquietante não é o fato de o nosso mundo se tornar um mundo completamente tecnológico, mas sim que o homem não esteja preparado para essa transformação, que não se consiga explicar pelos meios do pensamento meditatitvo o que está acontecendo.</p>
<p>Pode parecer que Heidegger estivesse negando a técnica, mas este não era o caso. Ele deixou claro que dependemos dos objetos tecnológicos, a questão é que não podemos nos tornar seus escravos. Heidegger acreditava ser possível utilizarmos os objectos tecnológicos servindo-nos deles e, ao mesmo tempo, deles nos libertarmos. Podemos dizer “sim” à utilização da tecnologia, mas também “não” ao fato dela monopolizar, desunir e violar o nosso ser.</p>
<p>Mas o que esse homem que faz uso desses objetos tecnológicos deve fazer para que ele possa conviver com a tecnologia sem que ele perca as suas raízes?</p>
<p>A tecnologia, segundo Heidegger nada mais é do que uma herança que recebemos e que precisa ser conquistada a cada dia. Mas ao conquistá-la ela nos aprisiona e nos liberta. Aprisiona-nos quando nós simplesmente apropriamos daquilo que ela nos impõe por meio da cultura, dos costumes, dos valores, sem que possamos meditar. Libertar-nos quando nós nos colocamos a pensar a essência dela.</p>
<p> </p>

		<div class='et_quote quote-center'>
			<div class='et_right_quote'>
				<strong>A tecnologia nos desafia a estarmos em constante aperfeiçoamento</strong>.
			</div>
		</div>
	
<p> </p>
<p>Ela nos permite compreender que nós seres humanos nunca estamos prontos, feitos e acabados. Na medida em que o homem descobre novas tecnologias ele tem a oportunidade de se refazer, de se recriar junto com elas.</p>
<p><strong>
		<div class='et_quote quote-center'>
			<div class='et_right_quote'>
				Pensar a essência da tecnologia é pensar a experiência, a experiência do usuário.
			</div>
		</div>
	</strong></p>
<p>Mas para que o homem não perca suas raízes é necessário que ele saiba pensar a essência da tecnologia e pensar essa essência é superar a tecnologia, passar por dentro dela, compreendê-la mais radicalmente. Pensar a essência da tecnologia é pensar a essência de nós mesmos.</p>
<div class="tweetthis" style="text-align:left;"><p> <a class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=Tecnologia+e+UX+http%3A%2F%2Fmarcosnahr.com.br%2F%3Fp%3D1231" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.marcosnahr.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/twitter/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=Tecnologia+e+UX+http%3A%2F%2Fmarcosnahr.com.br%2F%3Fp%3D1231" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosnahr.com.br/tecnologia-e-ux/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lançando novas tecnologias</title>
		<link>http://www.marcosnahr.com.br/estrategia-para-lancamento-de-novas-tecnologias/</link>
		<comments>http://www.marcosnahr.com.br/estrategia-para-lancamento-de-novas-tecnologias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 19:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Nähr</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[users]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosnahr.com.br/?p=596</guid>
		<description><![CDATA[A adoção de novas tecnologias ou ferramentas é análoga ao estabelecimento de uma nova fronteira. Ao se descobrir uma nova fronteira, uma seqüência de personagens com perfis diferentes se aventuram neste novo território. A sequência em que esta incursão acontece é sempre a mesma: EXPLORADORES As primeiras pessoas a chegarem são os exploradores. Eles são altamente motivados e não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>A adoção de novas tecnologias ou ferramentas é análoga ao estabelecimento de uma nova fronteira.</h3>
<p>Ao se descobrir uma nova fronteira, uma seqüência de personagens com perfis diferentes se aventuram neste novo território. A sequência em que esta incursão acontece é sempre a mesma:</p>
<p><strong>EXPLORADORES</strong><br />
As primeiras pessoas a chegarem são os exploradores. Eles são altamente motivados e não tem medo algum das novas tecnologias. Para eles tecnologia (qualquer que seja) sempre será sinônimo de liberdade e eficiência. São aqueles que fazem a tecnologia trabalhar para eles.</p>
<p><strong>PIONEIROS</strong><br />
Os seguintes são os pioneiros, que desejam os benefícios desta nova terra, mas são mais práticos e lógicos à respeito das dificuldades e perigos inerentes a esta experiência.</p>
<p>Logo após aparecem dois grupos.</p>
<p><strong>CÉTICOS</strong><br />
Estes precisam ser convencidos dos benefícios desta nova fronteira.</p>
<p><strong>PARANÓICOS</strong><br />
Estes já estão convencidos, mas são extremamente preocupados com os riscos de se viver neste novo conceito.</p>
<p><strong>RETARDATÁRIOS</strong><br />
Este último grupo pode nunca chegar a vir, a menos que seja forçado a isto como na hipótese de o lugar onde estão deixar de existir.</p>
<p>Falando mais especificamente em termos de adoção de novas aplicações ou tecnologias, podemos identificar diferentes estratégias e táticas para atingir cada um destes diferentes segmentos de usuários.</p>
<blockquote><p>As empresas podem e devem acontrolar ao máximo os estágios de crescimento de adoção de novas tecnologias, antevendo e reagindo às necessidades específicas de cada um dos segmentos de consumidores</p></blockquote>
<p><strong>Estágio de Adoção Precoce<br />
</strong>O segmento dominante nesta etapa é o EXPLORADOR. Neste estágio o tema dominante na comunicação com o público alvo deve ter um caráter inovador.</p>
<p>Este segmento de usuários aumentam as vendas apenas a curto prazo, mas o seu verdadeiro valor está na transformação deles em missionários (ou evagnelistas, termo da moda) da nova tecnologia.</p>
<p><strong>Estágio de Crescimento em Aceleração</strong><br />
O segmento dominante aqui é o PIONEIRO. Neste estágio o tema principal precisa ser o foco total no cliente. Isto se deve pelo simples fato de que este tipo de usuário realmente precisa do produto. Neste sentido não basta que o novo produto ou tecnologia funcionem bem, é preciso tranquilizar o usuário de que tudo está bem constantemente.</p>
<p>Os pioneiros constituem um dos segmentos mais críticos para o sucesso ou não do produto. Uma nova tecnologia pode ser altamente bem sucedida entre o grupo de elite dos exploradores, mas pode fracassar enquanto ainda é um produto de nicho. Os pioneiros precisam ser acrescentados à lista de usuários para que a nova tecnologia atinja a sua massa crítica.</p>
<p><em>Dica</em>: pesquisas de usabilidade com clientes exploradores tente a ter melhores resultados, já com os pioneiros as falhas e incoerências do projeto tendem a aparecer.</p>
<p><strong>Estágio de Crescimento Máximo</strong><br />
Os segmentos envolvidos nesta etapa são os Céticos e os Paranóicos. Neste estágio devem ser enfatizados os benefícios especiais do produto ou tecnologia. Usuários se baseiam fortemente na segurança e na confiabilidade.</p>
<p>No seu ponto máximo de crescimento, uma tecnologia possui vários temas dominantes. Novos clientes em potencial precisam ser convencidos dos méritos da nova tecnologia pois os céticos, apesar de sentirem-se à vontade com a tecnologia, tendem a esperar mais para adotá-la.</p>
<p>Os céticos podem ser conquistados ao se destacar os benefícios especiais da nova tecnologia.</p>
<p>Os Paranóicos apresentam em geral adoção tardia de novas tecnologias por não ser muito suscetíveis à troca de tecnologias e por possuirem barreiras perceptivas de desconforto e insegurança em relação a estas trocas.</p>
<p>As empresas podem e devem acontrolar ao máximo os estágios de crescimento de adoção de novas tecnologias, antevendo e reagindo às necessidades específicas de cada um dos segmentos de consumidores.</p>
<div class="tweetthis" style="text-align:left;"><p> <a class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=Lan%C3%A7ando+novas+tecnologias+http%3A%2F%2Fmarcosnahr.com.br%2F%3Fp%3D596" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.marcosnahr.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/twitter/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=Lan%C3%A7ando+novas+tecnologias+http%3A%2F%2Fmarcosnahr.com.br%2F%3Fp%3D596" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosnahr.com.br/estrategia-para-lancamento-de-novas-tecnologias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O computador vai desaparecer</title>
		<link>http://www.marcosnahr.com.br/o-computador-vai-desaparecer/</link>
		<comments>http://www.marcosnahr.com.br/o-computador-vai-desaparecer/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 17:42:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Nähr</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[computador]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosnahr.com.br/?p=508</guid>
		<description><![CDATA[Algum tempo atrás pude assistir a uma palestra muito boa e até certo ponto visionária do Michel Lent Schwartzman. Em sua palestra Michel Lent falava sobre algo novo e assustador para todos da platéia, composta em sua maioria por pessoas do mundo do design para a web. Ele falava sobre o fim da web, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Algum tempo atrás pude assistir a uma palestra muito boa e até certo ponto visionária do <a onclick="javascript:urchinTracker('/outbound/webinsider.uol.com.br');" href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/author/michel-lent-schwartzman">Michel Lent Schwartzman</a>.</h3>
<p>Em sua palestra Michel Lent falava sobre algo novo e assustador para todos da platéia, composta em sua maioria por pessoas do mundo do design para a web. Ele falava sobre o fim da web, ou o fim da web como é conhecida hoje em dia.</p>
<p>Sem dúvida aquilo me assustou de início, mas além de me assustar me deixou intrigado o que me fez pesquisar mais a respeito. <span id="more-508"></span>Depois de ler muito, cheguei a uma conclusão que por si só poderia ser mais assustadora ainda.</p>
<p>Acabei descobrindo que a coisa toda é muito mais séria e vai mais longe do que imaginava. Hoje tenho a convicção de que não só a web, mas também os computadores e a própria tecnologia podem e devem desaparecer do nosso mundo!</p>
<p>Mas, por incrível que pareça, esta afirmação tão profética quanto a famosa frase “o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão” de Antônio Conselheiro, não saiu da cabeça de nenhum lunático prevendo o final dos tempos.</p>
<p>Lendo um texto de Mark Weiser (1952 – 1999), chief technologist da Xerox, descobri que ele era um dos que já antevia o futuro da tecnologia (e com ela do computador e da própria web) dentro deste novo paradigma:</p>
<blockquote><p>“As tecnologias mais profundas e duradouras são aquelas que desaparecem. Elas se mesclam entre o tecido da vida cotidiana até tornarem-se indissociáveis do mesmo”</p></blockquote>
<p>Parece um paradoxo, mas em breve esta será a realidade: a velocidade com que o computador como o conhecemos hoje desaparece será a mesma com a qual a tecnologia da informação irá envolver tudo que nos cerca e irá determinar ainda mais o modo como vivemos.</p>
<p>Antes que você comece a se alarmar, deixe que eu esclareça uma coisa.</p>
<p>Não estamos prestes a entrar numa era das trevas. Na verdade o computador, a web e a tecnologia não irão desaparecer. O que vai acontecer na realidade é que eles irão se tornar tão imperceptíveis aos seus usuários que será como se tivessem deixado de existir.</p>
<p>Estes três farão parte das nossas vidas assim como o ar que respiramos. Ninguém precisa saber separar o oxigênio dos outros gases para respirar, fazemos isto de uma forma imperceptível, a tal ponto que até nos esquecemos que estamos fazendo.</p>
<p>Esta característica nos força necessariamente a uma revisão da interação entre homem e tecnologia que temos hoje e cria a possibilidade e responsabilidade de imaginarmos e trabalharmos um design muito mais focado na experiência do usuário.</p>
<p>É para este novo cenário que os web designers, ou melhor, interface designers, devem se preparar.</p>
<p>Teremos necessariamente que começar a projetar este design baseado na experiência do usuário levando em conta todos os aspectos da percepção humana. Para percepções diretas teremos de usar os sentidos da visão, audição, toque, cheiro, assim como o equilíbrio. Já as experiências indiretas podem ser mais complexas, nelas nós distinguimos diferenças entre coisas “invisíveis” como experiências sociais.</p>
<p>O design baseado em experiências não se baseia apenas nos objetos, mas em um conjunto que envolve as pessoas, objetos, situações e as relações entre eles.</p>
<p>O computador, a web e a tecnologia vão desaparecer sim, mas se nós soubermos nos adaptar a esta nova realidade, nós não corremos o risco de sumirmos do mapa!</p>
<div class="tweetthis" style="text-align:left;"><p> <a class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=O+computador+vai+desaparecer+http%3A%2F%2Fmarcosnahr.com.br%2F%3Fp%3D508" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.marcosnahr.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/twitter/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=O+computador+vai+desaparecer+http%3A%2F%2Fmarcosnahr.com.br%2F%3Fp%3D508" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosnahr.com.br/o-computador-vai-desaparecer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

