Assunto interessa a empresários, consumidores e ao poder público.
Mais de 60.000 profissionais continuam sem um instrumento de legitimação e reconhecimento que é a regulamentação dos Designers.
Desde 1980 foram submetidos cinco projetos de regulamentação ao Congresso, todos arquivados.
E, na prática, o que vai mudar com a regulamentação?
Interessa aos empresários. O design é uma atividade de alto risco, mas com fiscalização (criada com a regulamentação) pode garantir o melhor de um profissional reduzindo o risco ao mínimo necessário em termos de investimento. A regulamentação vai combater a má conduta profissional.
Interessa ao consumidor. Tudo o que é produzido e tem contato com o público precisa de um responsável. Sem ser regulamentado o designer não pode ser tecnicamente responsável pelo que produz. Pelo Código do Consumidor, hoje o designer não pode ser responsabilizado pelo seu projeto, mesmo que este tenha defeitos ou ocasione danos ao seu usuário.
Interessa ao poder público. Sem registro profissional pra designers, o poder público não pode “comprar design” por meio de licitação ou concorrência, seja para projetos de identidade visual, de mobiliário, de um website e outros de interesse da sociedade.
A produção de bens com design é um fator estratégico. Produtos com valor agregado significam maior arrecadação e a conquista de mercados externos. Isso já foi reconhecido pelos paises emergentes que concorrem com o Brasil nos mercados internacionais.

May 2nd, 2008 at 6:11 pm
Marcos;
Regulamentação é um papo antigo, de velho e eu, pessoalmente, não quero ver ser levado adiante porque limita demais o nosso mercado e a nossa atuação.
Desenho NÃO É UMA ATIVIDADE DE ALTO RISCO. Não construímos prédios, não operamos pessoas, trabalhamos em conjunto com equipes. O designer que trabalha sozinho é um artesão ou um artista. A equipe pode ser responsabilizada sim.
No passo ao que interessa ao poder publico o que é responsabilizado é a empresa, órgão ou o governo responsável pelo produto ou obra.
Essa de licitação ou concorrência é mais outra falácia cantada. Se fosse assim, empresas de informática não participariam de licitação. Empresas de propaganda não participariam de licitações.
Não caia nesse lero-lero de velhos caquéticos com idéias ultrapassadas que só querem extorquir dinheiro dos mais novos para ter uma aposentadoria que deveriam ter cuidado anos atrás.
May 30th, 2008 at 11:37 pm
Não, não projetamos prédios, mas projetamos todos os bens de consumo móveis. Um erro num simbolo de uma luz do painél de um carro pode causar acidentes graves. Além disso lidamos muito com a comunicação de massa, que pode ter impactos profundos na sociedade. Uma embalagem de um produto, por exemplo, possue uma grande visibilidade e consequentemente um ipcato social grande. Quando Hitler chegou ao poder, ele possuia apenas ideias. Não foi levado asério pelo mundo, afinal ele só possuia ideias. Mas tais ideias mataram milhoes de pessoas.
Um designer pode não operar, mas ele pode projetar a mesa de operação e os bisturis. Nos temos sim responsabilidades com a sociedade.