23/11/2007

Posted in artigos

Profissão Designer

Profissão Designer

Assunto inte­ressa a empre­sá­rios, con­su­mi­do­res e ao poder público.

Mais de 60.000 pro­fis­si­o­nais con­ti­nuam sem um ins­tru­mento de legi­ti­ma­ção e reco­nhe­ci­mento que é a regu­la­men­ta­ção dos Designers.

Desde 1980 foram sub­me­ti­dos cinco pro­je­tos de regu­la­men­ta­ção ao Con­gresso, todos arquivados.

E, na prá­tica, o que vai mudar com a regulamentação?

Inte­ressa aos empre­sá­rios. O design é uma ati­vi­dade de alto risco, mas com fis­ca­li­za­ção (cri­ada com a regu­la­men­ta­ção) pode garan­tir o melhor de um pro­fis­si­o­nal redu­zindo o risco ao mínimo neces­sá­rio em ter­mos de inves­ti­mento. A regu­la­men­ta­ção vai com­ba­ter a má con­duta profissional.

Inte­ressa ao con­su­mi­dor. Tudo o que é pro­du­zido e tem con­tato com o público pre­cisa de um res­pon­sá­vel. Sem ser regu­la­men­tado o desig­ner não pode ser tec­ni­ca­mente res­pon­sá­vel pelo que pro­duz. Pelo Código do Con­su­mi­dor, hoje o desig­ner não pode ser res­pon­sa­bi­li­zado pelo seu pro­jeto, mesmo que este tenha defei­tos ou oca­si­one danos ao seu usuário.

Inte­ressa ao poder público. Sem regis­tro pro­fis­si­o­nal pra desig­ners, o poder público não pode “com­prar design” por meio de lici­ta­ção ou con­cor­rên­cia, seja para pro­je­tos de iden­ti­dade visual, de mobi­liá­rio, de um web­site e outros de inte­resse da sociedade.

A pro­du­ção de bens com design é um fator estra­té­gico. Pro­du­tos com valor agre­gado sig­ni­fi­cam maior arre­ca­da­ção e a con­quista de mer­ca­dos exter­nos. Isso já foi reco­nhe­cido pelos pai­ses emer­gen­tes que con­cor­rem com o Bra­sil nos mer­ca­dos internacionais.

Arti­gos relacionados:

  1. Fernanda Lobato says:

    Mar­cos;

    Regu­la­men­ta­ção é um papo antigo, de velho e eu, pes­so­al­mente, não quero ver ser levado adi­ante por­que limita demais o nosso mer­cado e a nossa atuação.

    Dese­nho NÃO É UMA ATIVIDADE DE ALTO RISCO. Não cons­truí­mos pré­dios, não ope­ra­mos pes­soas, tra­ba­lha­mos em con­junto com equi­pes. O desig­ner que tra­ba­lha sozi­nho é um arte­são ou um artista. A equipe pode ser res­pon­sa­bi­li­zada sim.

    No passo ao que inte­ressa ao poder publico o que é res­pon­sa­bi­li­zado é a empresa, órgão ou o governo res­pon­sá­vel pelo pro­duto ou obra.

    Essa de lici­ta­ção ou con­cor­rên­cia é mais outra falá­cia can­tada. Se fosse assim, empre­sas de infor­má­tica não par­ti­ci­pa­riam de lici­ta­ção. Empre­sas de pro­pa­ganda não par­ti­ci­pa­riam de licitações.

    Não caia nesse lero-lero de velhos caqué­ti­cos com idéias ultra­pas­sa­das que só que­rem extor­quir dinheiro dos mais novos para ter uma apo­sen­ta­do­ria que deve­riam ter cui­dado anos atrás.

  2. Não, não pro­je­ta­mos pré­dios, mas pro­je­ta­mos todos os bens de con­sumo móveis. Um erro num sim­bolo de uma luz do pai­nél de um carro pode cau­sar aci­den­tes gra­ves. Além disso lida­mos muito com a comu­ni­ca­ção de massa, que pode ter impac­tos pro­fun­dos na soci­e­dade. Uma emba­la­gem de um pro­duto, por exem­plo, pos­sue uma grande visi­bi­li­dade e con­se­quen­te­mente um ipcato social grande. Quando Hitler che­gou ao poder, ele pos­suia ape­nas ideias. Não foi levado asé­rio pelo mundo, afi­nal ele só pos­suia ideias. Mas tais ideias mata­ram milhoes de pes­soas.
    Um desig­ner pode não ope­rar, mas ele pode pro­je­tar a mesa de ope­ra­ção e os bis­tu­ris. Nos temos sim res­pon­sa­bi­li­da­des com a sociedade.

  3. Cristiano says:

    Con­cordo fiel­mente com a Fer­nanda. A for­ma­ção não dá garan­tia nenhuma de que vidas serão sal­vas. O exem­plo do pai­nel que você usou foi muito ape­la­tivo e pro­va­vel­mente seria cau­sado por um pro­blema eletrônico.

  4. Renan de Araujo says:

    Eu acha que vocês estão cer­tos… dese­nho não é uma ati­vi­dade de risco. Mas tam­bém não acho que é por isso que a pro­fis­são tem que ser regu­la­men­tada. Até por que sem­pre falam isso e a minha res­posta é sim­ples, ué, regu­la­menta então o “ergo­no­mista” não o dese­nhista. O cara que fez uma revista não tem nada a ver com o cara que pegou a curva errada com a placa e mor­reu no abismo.

    Mas a ati­vi­dade sim tem que ser regu­la­men­tada. Qual­quer cri­a­tura, não importa sua for­ma­ção, que esteja empre­gado com a fun­ção de dese­nhista, tinha que ter piso sala­rial, horas e outras regu­la­men­ta­ções que qual­quer pro­fis­são digna tem. Por que o resul­tado é que sem isso, somos um bando de fre­e­lan­cers sendo açoi­ta­dos no fim de semana e sem hora de sono, arru­mando esque­mas estra­nhos pra lan­çar notas fis­cais, ou mesmo para não ter que pagar o imposto de renda. Já que não temos bene­fí­cio nenhum com nossa pro­fis­são como FGTS ou plano de saúde, e tal.

  5. Leandro Francatto says:

    Con­cordo com a Fer­nanda, mas que­ria com­ple­men­tar.
    Eu tam­bém acho que a ati­vi­dade tem que ser regu­la­men­tada, como vemos em outras pro­fis­sões, mas não por este moti­vos cita­dos no artigo acima.
    No qual se rela­ci­ona ao Inte­resse aos empre­sá­rios eu con­cordo com o esta parte do artigo, por­que nós estu­da­mos 4 a 5 anos, para depois con­cor­rer no mer­cado com um zé ruela que não tem for­ma­ção, só por­que mexe com pho­toshop e outros softwa­res já acha que é um DESIGNER OHHHH! então quer dizer que fica­mos 4 a 5 anos estu­dando a forma do objeto, ergonomia,processo indus­trial, mate­ri­ais entre outras maté­rias impor­tan­tes para che­gar um zé ruela que manja pra caramba de AUTOCAD, PHOTOSHOP e por ai vai, para que­rer con­cor­rer a uma vaga de mer­cado no mesmo nível, isso eu acho um cúmulo e casos como esses exis­tem muito! por este motivo acho impor­tante a regu­la­men­ta­ção.
    Por isso que a nossa pro­fis­são é muito mal paga mui­tas vezes.
    Mais é isso ai essa ques­tão ainda vai dar muito o que falar!

Leave a Reply

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes