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Observação

Observação

Feb 8, 2010

Onde estão os designers?

Se você entrar em uma empresa de design e todos os fun­ci­o­ná­rios esti­ve­rem lá, sen­ta­dos em suas mesas, gru­da­dos na tela dos seus com­pu­ta­do­res, des­con­fie!

Mui­tas horas dos pro­je­tos de design são pas­sa­das na frente de um com­pu­ta­dor, isto é óbvio, mas mui­tas outras horas devem (ou deve­riam) ser pas­sa­das em campo, obser­vando as pes­soas que, em última ins­tân­cia, serão bene­fi­ci­a­das com o pro­jeto no qual se está trabalhando.

A única maneira de enten­der o usuá­rio é indo lá onde ele vive, onde ele tra­ba­lha, onde ele desem­pe­nha a ati­vi­dade para a qual se está pro­du­zindo um novo design.

Todo pro­jeto de design deve (ou deve­ria) con­tar com uma quan­ti­dade muito grande de obser­va­ção. Deve-se obser­var o que as pes­soas fazem (e o que elas não fazem), o que elas dizem (e o que elas não dizem).

Obser­va­ção se baseia em qua­li­dade e não em quantidade.

Não é nada sim­ples deter­mi­nar quem será obser­vado, que téc­nica será empre­gada, como iden­ti­fi­car infor­ma­ções real­mente úteis do que foi obser­vado e como defi­nir quando é hora de trans­for­mar estas obser­va­ções em solu­ções para os pro­ble­mas iden­ti­fi­ca­dos, mas uma coisa é certa: Obser­va­ção se baseia em qua­li­dade e não em quantidade.

Lembre-se: Defi­nir quem e o que será obser­vado é chave para os resul­ta­dos do design!

Reco­mendo a lei­tura do livro: Change dy design de Tim Brown

2 comments

  1. Con­cordo. Além desse aspecto de obser­va­ção, eu tam­bém acho o uso de papel e lápis/caneta fun­da­men­tal na cri­a­ção de um pro­jeto. Eu mesma pre­ciso, pelo menos no ini­cio, des­ses mate­ri­ais para rabis­car, dese­nhar ideias, ima­gi­nar.
    E com rela­ção a obser­va­ção, sem ela é quase impos­sí­vel ela­bo­rar um bom pro­jeto. Pre­ci­sa­mos sim enten­der e ver como as pes­soas agem, o que fazem, o que precisam…

  2. fabiana heinrich /

    muito bem posto teu ponto, mar­cos. desen­vol­ver um pro­jeto de design sem enten­der seu público (e, a par­tir disso, cor­rer o risco de ter a sua fina­li­dade não tão clara tam­bém), é, numa ana­lo­gia um pouco gro­tesca, quase como um médico recei­tar um tra­ta­mento a um paci­ente sem examina-lo. pena que esta ati­tude de obser­va­ção ainda não é comum a uma grande parte dos profissionais.

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  4. Marcos Nahr - Se vc entrar em uma empresa de design e todos os designers estiverem lá, desconfie! http://bit.ly/bq9JUv
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