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Hierarquia das Necessidades no Design

Hierarquia das Necessidades no Design

Nov 26, 2007

Para o design ter sucesso ele deve pri­meiro aten­der as neces­si­da­des bási­cas das pes­soas antes de ten­tar satis­fa­zer neces­si­da­des de níveis mais altos.

Os cinco ele­men­tos chave na hie­rar­quia das neces­si­da­des no design são os seguin­tes (seguindo o padrão de Maslow)

    Mas­low

  1. Fisi­o­ló­gi­cas
  2. Segu­rança
  3. Rela­ci­o­na­mento
  4. Estima/Status
  5. Rea­li­za­ção pessoal
    Design

  1. Fun­ci­o­na­li­dade
  2. Con­fi­a­bi­li­dade
  3. Usa­bi­li­dade
  4. Pro­fi­ci­ên­cia
  5. Cri­a­ti­vi­dade
Os cinco ele­men­tos chave na hie­rar­quia das neces­si­da­des no design

FUNCIONALIDADE (fisi­o­lo­gia): sig­ni­fica aten­der os requi­si­tos mais bási­cos do design. Exem­plo: um apa­re­lho de DVD deve, pelo menos, ser capaz de gra­var e repro­du­zir vídeos.
Valor agre­gado pelo design é muito baixo.

ESTABILIDADE (Segu­rança): sig­ni­fica esta­be­le­cer uma per­for­mance está­vel e con­sis­tente. Exem­plo: um apa­re­lho de DVD deve repro­du­zir vídeos com qua­li­dade e o meca­nismo (software/hardware) não deve apre­sen­tar defei­tos.
Valor agre­gado pelo design é baixo.

USABILIDADE (rela­ci­o­na­mento): sig­ni­fica dis­po­ni­bi­li­zar uma inter­face sim­ples, fácil de ser usada e que per­doe erros do usuá­rio. Exem­plo: pro­gra­mar um apa­re­lho de DVD para come­çar a gra­var um filme a uma deter­mi­nada hora deve ser fácil e o sis­tema deve ser tole­rante em rela­ção a erros come­ti­dos pelo usuá­rio.
Valor agre­gado pelo design é mode­rado.

PROFICIÊNCIA (estima): sig­ni­fica dis­po­ni­bi­li­zar recur­sos para melho­rar o modo como os usuá­rios fazem as coi­sas. Exem­plo: um apa­re­lho de DVD que con­siga pes­qui­sar e gra­var pro­gra­mas base­ado em pala­vras chave esco­lhi­das pelo usuá­rio.
Valor agre­gado pelo design é alto.

CRIATIVIDADE (rea­li­za­ção pes­soal): é o nível na hie­rar­quia onde todas as neces­si­da­des foram aten­di­das e onde as pes­soas come­çam a inte­ra­gir com o design de for­mas ino­va­do­ras. O design passa a ser usado para criar e explo­rar áreas que esten­dam a expe­ri­ên­cia do usuá­rio.
Valor agre­gado pelo design é muito alto.

De acordo com a teo­ria de Mas­low, as neces­si­da­des fisi­o­ló­gi­cas, as neces­si­da­des de segu­rança e algu­mas das neces­si­da­des soci­ais (fun­ci­o­na­li­dade, con­fi­a­bi­li­dade e usa­bi­li­dade se apli­cado ao design) são fato­res de des­mo­ti­va­ção. A Teo­ria de Mas­low diz que a satis­fa­ção des­tas neces­si­da­des é básica; já a ausên­cia da satis­fa­ção des­tas neces­si­da­des não motiva nin­guém, pelo con­trá­rio, desmotiva.

Já as neces­si­da­des soci­ais, as neces­si­da­des de “sta­tus” e de estima e as neces­si­da­des de auto-realização são for­tes fato­res moti­va­ci­o­nais, ou seja, na ausên­cia des­sas neces­si­da­des satis­fei­tas as pes­soas bata­lham para tê-las satis­fei­tas, motiva as pes­soas a alcan­çar a satis­fa­ção des­tas necessidades.

Quando se fala em design agre­gando valor a algum pro­duto, ser­viço, inter­face, é pre­ciso ter a cla­reza que ele terá o efeito dese­jado quando pas­sar a aten­der os níveis mais altos da pirâ­mide (pro­fi­ci­ên­cia e cri­a­ti­vi­dade). Mas até che­gar a estes níveis, os pri­mei­ros devem neces­sa­ri­a­mente ser atendidos.

este mate­rial faz parte de minha pales­tra no WUD (World Usa­bi­lity Day, edi­ção do Rio Grande do Sul)

links rela­ci­o­na­dos:
WUD-RS
ofi­cina “Usa­bi­li­dade e Esti­los de Apren­di­za­gem“
Notí­cia no JU

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