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Design de Persuasão

Como a mente aprende com expe­ri­ên­cias posi­ti­vas e negativas.

Pes­qui­sa­do­res do MIT des­ven­dam o que está por trás da sorte e como a mente reage tanto em situ­a­ções posi­ti­vas quanto negativas.

Você já acer­tou uma série de stri­kes no boli­che sem ter a mínima idéia de como isso acon­te­ceu? Pes­qui­sa­do­res do MIT des­co­bri­ram que pode haver muito mais por trás desse acon­te­ci­mento além de ape­nas um bocado de sorte.

Os resul­ta­dos de um estudo ofe­re­cem indi­ca­ções sobre como a mente aprende com situ­a­ções posi­ti­vas e nega­ti­vas. Ao trei­nar maca­cos para rea­li­zar tare­fas visu­ais nas quais era pos­sí­vel esco­lher duas opções, os pes­qui­sa­do­res des­co­bri­ram que o cére­bro dos ani­mais arma­ze­nava as expe­ri­ên­cias recen­tes tanto de sucesso quanto de fracasso.

Porém, a res­posta cor­reta pro­du­zia um efeito impres­si­o­nante: melho­rava o pro­ces­sa­mento neu­ral, aumen­tando o desem­pe­nho na prova seguinte. Caso um ani­mal come­tesse um erro em uma ten­ta­tiva, mesmo após ter domi­nado a tarefa, seu desem­pe­nho na prova seguinte era gover­nado pelo acaso – os erros eram des­car­ta­dos, e ele não aprendia.

[quote]O sucesso em uma tarefa pro­duz um efeito impres­si­o­nante: melhora o pro­ces­sa­mento neu­ral, aumen­tando o desem­pe­nho na tarefa seguinte.[/quote]

[one_half]Segundo o cien­tista que coor­de­nou o estudo, “O sucesso influ­en­cia muito mais o cére­bro que o fra­casso”. Ele acre­dita que as des­co­ber­tas se apli­cam a mui­tos aspec­tos do coti­di­ano: o mau êxito, em geral, não recebe aten­ção, ao con­trá­rio do sucesso, que é recom­pen­sado com prê­mios – como quando come­mo­ra­mos os stri­kes na pista de boliche.

O sen­ti­mento de pra­zer da vitó­ria é pro­vo­cado por uma onda no neu­ro­trans­mis­sor dopa­mina. Quando con­se­gui­mos acer­tar “em cheio” a bola nos pinos e fazer o dese­jado strike, a subs­tân­cia envia sinais para que a ação vito­ri­osa seja repitida.

Já se sabe há algum tempo que exis­tem algu­mas for­mas de “viciar” as pes­soas em deter­mi­na­dos sites. Na ver­dade o que se pro­cura é uti­li­zar estra­té­gias inte­li­gen­tes que aju­dem a mol­dar o com­por­ta­mento dos visi­tan­tes de um web site ori­en­tando os mes­mos para ações dese­ja­das por quem criou o site. É o que se chama de Design de Persuasão.[/one_half]

[one_half_last]Este design conta com uma longa lista de aspec­tos des­tin­tos que são usa­dos para “guiar” os usuá­rios por meio de téc­ni­cas psi­co­ló­gi­cas levando-os a fazer o que que­re­mos ou na dire­ção que queremos.

Den­tre estes aspec­tos (cole­ção, vali­da­ção social, reci­pro­ci­dade, com­pro­misso e des­co­berta entre vários outros) o que se encaixa melhor nesse estudo do MIT é sem dúvida o da des­co­berta, tam­bém cha­mado de efeito dopamina.

Neste sen­tido o desig­ner não é um ele­mento neu­tro no pro­cesso de cri­a­ção, ele não se pre­o­cupa ape­nas em comu­ni­car, mas vai além, uti­li­zando ele­men­tos psi­co­ló­gi­cos para guiar os usuários.

Seguindo então a linha de raci­o­cí­nio da pes­quisa do MIT, pode­mos nos uti­li­zar de peque­nos ele­men­tos no site para refor­çar esta sen­sa­ção de sucesso (com­ple­tar com per­fei­ção alguma tarefa) espe­ci­al­mente em se tra­tando de sites de e-commerce.[/one_half_last]

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Designer com MBA em Administração da Tecnologia da Informação. Trabalha há mais de 6 anos na Dell onde atualmente gerencia uma equipe de 19 profissionais responsáveis pelo desenvolvimento web da empresa (responsável pelos segmentos Consumer e SMB dos Estados Unidos, Canadá, América Latina e Europa).
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