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Design de Interação

Design de Interação

Jul 15, 2009

Desig­ners de Inte­ra­ção pre­ci­sam se focar em 3 ques­tões básicas:

Como o usuá­rio fará alguma coisa?
O que ele deverá sen­tir?
O que ele irá enten­der?

Até os pro­du­tos (físi­cos ou digi­tais) mais sim­ples reque­rem que você faça, sinta e entenda alguma coisa.

Como o usuá­rio fará alguma coisa?

O fazer com­pre­ende duas esco­lhas bási­cas de “meca­nis­mos”: Um dis­creto (um botão, por exem­plo) e o outro con­tí­nuo (uma maça­neta, por exemplo).

O mouse é um exem­plo de uma fer­ra­menta que faz uso dos dois meca­nis­mos. Você usa um meca­nismo dis­creto para cli­car (meca­nismo que per­mite uma ação pre­cisa) e usa o meca­nismo con­tí­nuo do movi­mento do mouse para nave­gar pela inter­face (este meca­nismo mais ges­tual per­mite uma expres­são maior).

O que ele deverá sentir?

Os sen­ti­dos que usa­mos (ouvir, ver, sen­tir) vão deter­mi­naro que sen­ti­mos em rela­ção ao mundo. O meio é a mensagem.

Marshall McLuhan divi­diu toda a mídia entre QUENTE e FRIA.

Mídia fria é incom­pleta e por isto con­vida a ser com­ple­tada, é um con­vite à par­ti­ci­pa­ção.
Mídia quente é algo defi­ni­tivo e já com­pleto, desen­co­raja o debate.

Desig­ners se defron­tam com estas esco­lhas a todo momento. Deve suge­rir algo incom­pleto, vago (frio) ou dei­xar tudo bem claro para o usuá­rio (quente)? Deve usar uma metá­fora (frio) ou um modelo (quente)?

O que ele irá entender?

O grande desa­fio do desig­ner de inte­ra­ção está na com­ple­xi­dade de com­por­ta­men­tos pos­sí­veis com o com­pu­ta­dor “ubi­quo”, dis­po­ní­vel e aces­sí­vel em todos os lugares.

Algu­mas teo­rias sim­ples de como as pes­soas enten­dem as coi­sas podem ser bas­tante úteis neste momento:

A inte­ra­ção mais sim­ples requer enten­der um passo de cada vez (enten­der o cami­nho, as eta­pas). Um exem­plo deste tipo de inte­ra­ção são os pro­ce­di­men­tos de emergência.

Outras situ­a­ções se resol­vem de uma maneira mais apro­pri­ada atra­vés de mapas.

Nes­tas três per­gun­tas (fazer, sen­tir, enten­der) estão todas as esco­lhas bási­cas do design de interação.

Qual­quer pro­duto pode ter uma ou outra das esco­lhas para cada per­gunta, mas um bom sistema/produto tende a ter as duas esco­lhas ao mesmo tempo.

Apre­sen­ta­ção feita na edi­ção sobre Design de Inte­ra­ção do F5 pro­mo­vido pela AGADI:

 

 

 

 

View more docu­ments from Mar­cos Nahr.

 

 

 

 



2 comments

  1. Bom artigo e como foi a pales­tra no F5?
    Mar­cos, vc está sabendo do evento Inte­rac­tion 2009 South Ame­rica que irá rolar nos dias 26, 27 e 28 de Novem­bro em SP? Fica o con­vite para vc nos enviar um artigo sobre o seu tra­ba­lho em POA.
    Mais infor­ma­ções: http://www.interaction-southamerica.org

    Abra­ção

    Érico Fileno — desig­ner
    Ins­ti­tuto Faber-Ludens de Design de Inte­ra­ção
    IxDA Curi­tiba & UXnet Curitiba

  2. wow, que apre­sen­ta­ção bacana! que­ria ver com vídeo…

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  1. Marcos Nahr - Design de Interação http://bit.ly/7Nm0p
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