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Inovação e liderança

Inovação e liderança

Apr 27, 2011

As 5 qua­li­da­des das pes­soas criativas.

Em recente artigo da Busi­nes­sWeek, CEOs iden­ti­fi­ca­ram a ‘cri­a­ti­vi­dade’ como a com­pe­tên­cia rela­ci­o­nada à lide­rança mais impor­tante para as empre­sas do futuro.

Embora este estudo não seja nenhuma sur­presa para os pro­fis­si­o­nais cri­a­ti­vos, eles levan­tam uma ques­tão impor­tante: Como iden­ti­fi­car — e con­tra­tar — as qua­li­da­des que se tra­du­zem em criatividade?

A noção de “cri­a­ti­vi­dade” não pode ser sepa­rada das com­pe­tên­cias neces­sá­rias para a exe­cu­ção cri­a­tiva. Por­tanto, a aná­lise das carac­te­rís­ti­cas cru­ci­ais para a cri­a­ti­vi­dade centra-se espe­ci­al­mente nas com­pe­tên­cias que faci­li­tem o pro­cesso de colo­car as idéias em ação.

”…a aná­lise das carac­te­rís­ti­cas cru­ci­ais para a cri­a­ti­vi­dade centra-se espe­ci­al­mente nas com­pe­tên­cias que faci­li­tem o pro­cesso de colo­car as idéias em ação.”

Abaixo estão des­ta­ca­das cinco qualidades-chave das pes­soas cri­a­ti­vas, segui­das de reco­men­da­ções de como encon­trar estas qua­li­da­des em poten­ci­ais can­di­da­tos, cole­gas de tra­ba­lho e colaboradores.

 

1. As habi­li­da­des de comu­ni­ca­ção.

Como Albert Eins­tein disse: “Se você não con­se­gue expli­car de forma sim­ples, você não enten­deu bem o sufi­ci­ente.” Se você está lide­rando uma equipe, lidando com cli­en­tes, ou trai­nando um novo mem­bro do time, a capa­ci­dade de se comu­ni­car de forma clara e con­cisa é uma habi­li­dade abso­lu­ta­mente essen­cial. Deve­mos todos desen­vol­ver a capa­ci­dade para geren­ciar de maneira efi­caz os nos­sos canais de comu­ni­ca­ção (e-mail, Twit­ter, Face­book, blogs, etc), para mobi­li­zar as pes­soas em torno de nos­sas idéias.

Se você não con­se­gue expli­car de forma sim­ples, você não enten­deu bem o sufi­ci­ente.”

Como tes­tar:

Uma maneira fácil de tes­tar esta capa­ci­dade é pro­por ao can­di­dato que ele expli­que uma tarefa sim­ples. Se você fosse con­tra­tar um admi­nis­tra­dor de sis­te­mas, por exem­plo, você pode­ria per­gun­tar algo como: “Me expli­que o pro­cesso de cri­a­ção de um ser­vi­dor web.” Não pre­cisa ser uma ques­tão difí­cil, o obje­tivo prin­ci­pal neste caso é obter insights sobre a capa­ci­dade do con­di­dato de comu­ni­car com clareza.

 

2. Pró-atividade.

Nós temos a ten­dên­cia de ava­liar os can­di­da­tos base­ado em suas expe­ri­ên­cias ante­ri­o­res. Esta é, natu­ral­mente, a base de um cur­rí­culo. A expe­ri­ên­cia de tra­ba­lho dos can­di­da­tos é real­mente vali­osa, mas não é sufi­ci­ente. Um melhor indi­ca­dor da cri­a­ti­vi­dade pro­du­tiva é a pró­pria von­tade de agir, de tomar a ini­ci­a­tiva, de colo­car uma idéia em prática.

Aque­les que tomam a ini­ci­a­tiva pos­suem tena­ci­dade e um nível sau­dá­vel de impa­ci­ên­cia em rela­ção à oci­o­si­dade.

Como tes­tar:

Informe-se sobre exem­plos de quando ou se o can­di­dato foi pró-ativo. Peça que ele expli­que como e por que come­çou a par­ti­ci­par de um clube, revista ou por­que gosta de deter­mi­nada série de TV ou dos fil­mes lis­ta­dos em seu cur­rí­culo. Você tam­bém pode des­co­brir o poten­cial futuro de tomar ini­ci­a­tiva ao fazer per­gun­tas como: “Se eu colocá-lo neste cargo na empresa, hoje, o que fará de dife­rente?” ou “Quais aspec­tos deste pro­duto você muda­ria (ou pro­cesso de ven­das, ou web­site, etc), se você tivesse a chance?”

 

3. Reso­lu­ção de pro­ble­mas.

“Thin­king out­side of the box” nada mais é do que a reso­lu­ção cri­a­tiva de pro­ble­mas — a habi­li­dade de che­gar a novas solu­ções, olhando para além das abor­da­gens tra­di­ci­o­nais ou óbvias. “O pro­blema con­tém a solu­ção.” Os cri­a­ti­vos bem-sucedidos não vêem pro­ble­mas como pro­ble­mas — eles os vêem como oportunidades.

“O pro­blema con­tém a solu­ção.”

Como tes­tar:

Além de usar o clás­sico teste de Karl Dunc­ker (Can­dle task) para tes­tar as habi­li­da­des de reso­lu­ção de pro­blema, exis­tem outras  opções. Ao entre­vis­tar can­di­da­tos para a sua equipe cri­a­tiva, não se con­cen­tre em ques­tões de lide­rança! Em vez disso, faça per­gun­tas que enfa­ti­zam áreas menos óbvias, e ofe­reça uma visão que force o can­di­dato a pen­sar. Para um can­di­dato a uma posi­ção de Gerente Mídias Soci­ais, uma boa per­gunta seria: “Como você lida com um cli­ente enfu­re­cido que não vai parar de pos­tar comen­tá­rios negativos?”

 

4. Curi­o­si­dade.

“Jul­gue um homem pelas suas per­gun­tas, não pelas suas res­pos­tas.” disse o filó­sofo fran­cês Vol­taire. Como todos que já tive­ram um momento “Eureka!” sabem, ousar fazer uma nova per­gunta faz com que se che­gue muito mais pró­xi­mos da solu­ção certa. Além do mais, um ele­vado nível de curi­o­si­dade nor­mal­mente é indi­ca­tivo de outras boas qua­li­da­des, tais como a cri­a­ti­vi­dade, desen­vol­tura e cora­gem. A curi­o­si­dade tam­bém tende a afas­tar o tédio e apa­tia — sen­ti­men­tos estes que enve­ne­nam todo o esforço criativo.

“Jul­gue um homem pelas suas per­gun­tas, não pelas suas res­pos­tas.”

Como tes­tar:

 Ao entre­vis­tar um poten­cial can­di­dato, observe quan­tas per­gun­tas espon­tâ­neas ele faz, e o quanto ele já apren­deu sobre a sua empresa. Você tam­bém pode fazer per­gun­tas sim­ples como: “Me fale sobre algo fora de sua área de espe­ci­a­li­za­ção que você apren­deu recen­te­mente.” Ou “Qual foi o último livro que você leu, e por quê?”

 

5. Assu­mir ris­cos.

Estar aberto a cor­rer ris­cos (e, por­tanto, a falhar) é cru­cial. Só pode­mos real­mente apren­der e nos desen­vol­ver quando for­mos colo­ca­dos fora de nos­sas zonas de con­forto. De acordo com a coreó­grafa Twyla Tharp, “Se você só faz o que sabe e faz isso muito, muito bem, as chan­ces são de que não vai falhar. Você vai estag­nar, e seu tra­ba­lho vai ficar cada vez menos inte­res­sante, e isso é fra­casso pela ero­são. ” Para o inven­tor James Dyson o fra­casso é um sím­bolo de rea­li­za­ção, por­que sig­ni­fica que você tomou um risco, que ten­tou algo novo.

“Se você só faz o que sabe e faz isso muito, muito bem, as chan­ces são de que não vai falhar. Você vai estag­nar, e seu tra­ba­lho vai ficar cada vez menos inte­res­sante, e isso é fra­casso pela ero­são. ”

Como tes­tar:

Per­gun­tando algo como : “Me dê um exem­plo de uma situ­a­ção onde você acha que cor­reu ris­cos ou tomou um assu­miu um ponto de vista con­tro­ver­tido.” Ou, para uma uma abor­da­gem inversa, você pode per­gun­tar se há alguma coisa o can­di­dato lamenta não ter feito em seu tra­ba­lho ante­rior. As pes­soas cos­tu­mam lamen­tar as coi­sas que elas não fize­ram muito mais do que as que elas fize­ram. Assim, o arre­pen­di­mento e o assu­mir ris­cos fun­ci­o­nam nor­mal­mente na pro­por­ção inversa um ao outro.

tra­du­ção livre do artigo “The Top 5 Qua­li­ties of Pro­duc­tive Cre­a­ti­ves (And How to Iden­tify Them!)” de Jocelyn K. Glei

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