Jan 3, 2010
O Brasil costuma se sentir na frente de todos os outros paises da America Latina. Mas apesar deste sentimento ter alguma coisa de verdadeiro, estudo revelador mostra que ainda temos muito o que fazer para nos prepararmos para o futuro bem proximo.
A desaceleração financeira global de 2008 criou novas prioridades e exigências para os líderes atuais. No curto prazo, a preocupação pode ser com a performance no próximo trimestre, mas, a longo prazo, o diferencial estará na habilidade das empresas em identificar, desenvolver e reter talentos altamente qualificados.
Um estudo da feito pela empresa Heidrick & Struggles mostra que este tipo de talento continuará escasso nos próximos cinco anos, configurando-se em um desafio para empresas e economias que pretendem manter suas curvas de crescimento e consolidação.
Reverter esta tendência depende fortemente de políticas governamentais, estratégias empresariais e valores culturais, e, por isso, resultados práticos podem levar algum tempo para aparecer. Porém, tão logo haja maior conscientização entre as empresas, governos e indivíduos, e iniciativas efetivas sejam adotadas, mais cedo o quadro atual e projetado de escassez de talentos poderá ser revertido.
Mapa do Índice de Talentos da América Latina
As cores do mapa representam a classificação geral dos talentos de cada um dos dez países estudados em 2013, indicando a sua posição.
Desempenho por país
Os resultados do Índice confirmam conclusões anteriores: existe maior probabilidade de se encontrar ‘reservas’ de talentos (absolutas e relativas) em regiões economicamente mais desenvolvidas; países mais ricos têm maior capacidade de atrair talentos, ou seja, os talentos seguem o fluxo da riqueza.
O Brasil, além das características demográficas, possui as melhores universidades da região. No entanto, a relação entre sua capacidade de atrair IED (Investimento Estrangeiro Direto) e seu PIB é a segunda pior na classificação, além de ter um mercado de trabalho relativamente fechado em termos internacionais. Se ignorássemos o item “Qualidade do ambiente para gerar talentos”, o Brasil seria alçado à primeira posição geral em 2008.
É interessante observar que há maior intervalo nas pontuações de 2013 do que nas de 2008, o que indica que a região está se diferenciando, com um distanciamento crescente entre os países do topo e da base da classificação. Os países com os melhores desempenhos estão se desenvolvendo mais rapidamente do que aqueles incluídos nos últimos grupos.
Este estudo, em mais detalhes, voce pode encontrar no site da Heidrick & Struggles (inclusive uma versao em portugues).

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